Natal cai no ranking do saneamento
A cidade que chegou a ocupar o 37º lugar em 2004, caiu treze posições três anos depois
Créditos: Assecom
Os números, divulgados nessa quinta-feira (03/07), pelo Instituto Trata Brasil (ITB), mostra que Natal ocupa o 50º lugar no ranking nacional do saneamento básico. A pesquisa teve como base o Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS) de 79 cidades brasileiras como mais de 300 mil habitantes. E levando-se em conta apenas o esgotamento sanitário, Natal cai para o 60º lugar, atrás de cidades como Aracaju, Salvador e Campina Grande. E no caso da distribuição de água tratada, ocupa o 47º lugar.
Os dados se referem a 2007, mas são os mais atualizados do momento, segundo o Trata Brasil. O estudo também levou em consideração a percepção das pessoas sobre os serviços públicos disponíveis, baseando-se em dados da Pesquisa Nacional por Amostragem Domiciliar (Pnad) de 2007, elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com esse levantamento, apenas 49,4% da população brasileira tem rede de esgoto. O número é muito inferior ao da rede de água encanada (81,1%), de lixo coletado (86,7%) e de eletricidade (98,1%).
A pesquisa mostra também que a melhoria dos serviços depende de decisão política e não do modelo de gestão do sistema. E que o preço da tarifa é um fator importante, mas não determinante. Tanto entre as dez cidades brasileiras que apresentam os melhores indicadores quanto entre as piores, estão operadores municipais, estaduais e privados.
Em 2007, a tarifa média cobrada pela Caern, a companhia estadual responsável pelo fornecimento de água tratada à população, era de R$ 1,81. Em Franca, a primeira do ranking, a tarifa média era de R$ 1,65 e em Uberlândia (MG), apenas R$ 0,70. A terceira colocada, Sorocaba (SP) cobrava R$ 1,27 pelo metro cúbico de água. Em comum, as cidades que ocupam o topo da lista apresentam um dado importante. Todas elas fizeram investimentos contínuos nos serviços de coleta e de tratamento de esgoto, no período avaliado.
Enquanto no Brasil foi registrado um avanço de 14% no atendimento de esgoto e de 5% no tratamento de efluentes entre 2003 e 2007, em Natal o sistema parou no tempo. Resultado: a cidade que chegou a ocupar o 37º lugar em 2004, caiu treze posições três anos depois. Com investimentos de R$ 80 milhões na construção da Estação de Tratamento de Esgotos do Baldo, a Caern acredita que Natal terá um desempenho mais favorável nos próximos anos e chegará a patamares de primeiro mundo em 2014, ano da Copa.

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